crianças brincando em um parque infantil

TDAH: veja como o seu filho pode ter uma vida tranquila tendo o transtorno

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido pela sigla TDAH, é de origem genética e é considerado um transtorno neurobiológico. Assim, apresenta os primeiros sinais ainda na infância, por volta dos 7 anos, podendo durar por toda a vida.

Neste artigo você vai ver os sintomas, características e como tratar. Portanto, informe-se a seguir e descubra se é possível levar uma vida normal.

O que é o TDAH?

É uma doença crônica muito comum que se caracteriza pela dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade. Assim, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), por volta de 8% das crianças em idade escolar têm esse transtorno no Brasil.

Sabe-se que ele começa logo na infância e que pode persistir na vida adulta, assim, costuma causar problemas como:

  • Baixa autoestima;
  • Relacionamentos problemáticos;
  • Mau desempenho na escola;
  • Dificuldade no trabalho.
menino loiro sorrindo num campo verde segurando uma pipa com um menino menor vindo atrás dele
Quanto antes ter o diagnóstico de TDAH, melhor para o desenvolvimento da criança

As principais características do transtorno

Veja algumas das características relacionadas ao TDAH em adultos, adolescentes e crianças:

  • Dificuldade em prestar atenção a detalhes e tarefas;
  • A pessoa parece não ouvir quando se fala com ela;
  • Não segue instruções;
  • Tem problema para terminar tarefas do dia a dia;
  • Bem como, não consegue se organizar;
  • Se distrai de forma fácil;
  • Não consegue ficar sentado por muito tempo;
  • Além disso, mexe os pés e as mãos de forma constante;
  • Dificuldade para realizar atividades calmas;
  • Fala muito ou explode em respostas antes da pergunta ser feita;
  • Não consegue esperar sua vez;
  • Interrompe os outros.

Este transtorno é uma doença e, como tal, exige um diagnóstico médico. Assim, se o seu filho apresenta alguns desses sinais, procure um especialista.

Como é feito o diagnóstico de TDAH

Não é uma tarefa simples, uma vez que há 18 sintomas e manifestações, sendo nove deles relacionados a hiperatividade e impulsividade, por outro lado, os outros estão ligados a desatenção.

Para o diagnóstico de TDAH, o paciente deve apresentar, no caso das crianças e adolescentes, pelo menos seis sintomas de desatenção e seis de hiperatividade e impulsividade. Para os adultos, apenas 5 de cada, analisados por um profissional.

E não é só isso, pois os sinais devem aparecer antes dos 12 anos, causar problemas em dois contextos distintos, casa e escola, por exemplo, por no mínimo seis meses e trazer prejuízos à vida pessoal e familiar do paciente.

Existe tratamento

O TDAH não tem cura, mas o tratamento, composto por vários tipos de terapia, pode ajudar as pessoas com o transtorno. Mas, é importante deixar claro que ele pode ser diferente para cada caso.

Existem métodos que são mais comuns e eficazes, por exemplo:

  • Terapia comportamental;
  • Cognitiva;
  • Bem como, cognitivo-comportamental;
  • Psicoeducacional;
  • Fonoaudiológica.

As terapias ajudam com as mudanças como o controle dos impulsos e das emoções, além das questões de baixa autoestima, organização e impulsividade.

Uso de remédios para o TDAH

Os medicamentos usados para tratar os sintomas do TDAH, em geral, são estimulantes que, apesar do nome, têm efeito calmante.

Devem ser usados apenas com a prescrição médica e tem como objetivo diminuir a hiperatividade, bem como a melhora na concentração e aprendizado do paciente.

É possível ter uma vida normal

Como visto, o TDAH é uma doença crônica e que traz desafios para aqueles que o tem. Assim, terapias são indicadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com esse transtorno.

Embora possa causar embaraço assumir o problema, este deve ser entendido como uma doença, que de fato é. Assim, as opiniões de outras pessoas não devem afetar o tratamento.

Seguir as orientações e conselhos do profissional da saúde que acompanha o caso é fundamental.

Qual é o tratamento para TDAH? 

O tratamento do TDAH envolve uma abordagem multimodal, que pode incluir medicamentos, terapia cognitivo-comportamental e estratégias de organização da rotina. 

A medicação não “cura” o transtorno, mas ajuda a equilibrar neurotransmissores relacionados à atenção e ao controle de impulsos. Em paralelo, a psicoterapia ensina o paciente a lidar com as dificuldades emocionais e práticas da vida diária. 

garoto sentado com o queixo apoiado nas mãos pensativo
Com o tratamento certo para TDAH, é possível ter uma vida plena e feliz

Qual o papel da medicação no tratamento?

A medicação atua regulando substâncias químicas do cérebro, principalmente dopamina e noradrenalina. Esses neurotransmissores estão diretamente ligados ao foco e à motivação. 

Pessoas que usam medicamentos adequados relatam sensação de clareza mental e maior controle sobre a procrastinação. No entanto, é essencial acompanhamento médico para ajustar doses e observar possíveis efeitos colaterais.

Como a terapia auxilia no tratamento?

A terapia cognitivo-comportamental ajuda a criar novas formas de lidar com distrações, organizar tarefas e controlar emoções. 

Por exemplo, um terapeuta pode sugerir o uso de agendas digitais, técnicas de respiração e estratégias de divisão de grandes tarefas em etapas menores. Esses recursos trazem sensação de conquista e reduzem a frustração com atrasos ou esquecimentos.

Estratégias práticas no dia a dia

Muitas vezes, pequenas mudanças trazem grandes resultados. Usar lembretes visuais pela casa, criar listas de tarefas ou manter um ambiente de estudo livre de distrações podem facilitar a concentração. 

Além disso, dividir um projeto em etapas menores ajuda a transformar uma meta que parece impossível em avanços progressivos.

Como a família pode ajudar no tratamento?

O apoio da família é essencial para manter consistência no tratamento. Pais, parceiros e amigos precisam entender que o TDAH não é preguiça, mas uma condição neurológica. 

Estabelecer rotinas, apoiar o uso de ferramentas de organização e oferecer compreensão diante de falhas faz toda a diferença. Esse suporte fortalece a autoestima e reduz a sensação de isolamento.

Como funciona o teste de TDAH?

O teste de TDAH é realizado por meio de avaliação clínica com psiquiatra ou psicólogo especializado. Ele não é apenas um questionário rápido, mas um processo detalhado que analisa histórico de vida, comportamento atual e relatos de familiares. 

Testes padronizados podem ser aplicados como apoio, mas o diagnóstico depende sempre da análise profissional. Muitas pessoas confundem sintomas de TDAH com ansiedade, depressão ou até estresse, por isso o olhar clínico é fundamental.

Quais instrumentos são usados no diagnóstico?

Os profissionais utilizam escalas validadas internacionalmente, como a Conners ou SNAP-IV, além de entrevistas estruturadas. 

Esses questionários avaliam frequência e intensidade dos sintomas em diferentes contextos, como escola, trabalho e relações pessoais. Um adulto pode se reconhecer nas perguntas, mas apenas o cruzamento das informações garante precisão no diagnóstico. Sendo, então:

  • Escalas de avaliação comportamental.
  • Entrevistas clínicas.
  • Observações de familiares ou professores.
  • Histórico escolar ou profissional.

O TDAH pode ser confundido com outras condições?

O diagnóstico diferencial é indispensável porque sintomas de desatenção e impulsividade também aparecem em ansiedade, depressão, bipolaridade e até em distúrbios do sono. 

Uma pessoa que sofre de insônia pode parecer desatenta durante o dia, mas a causa não é TDAH. Por isso, o especialista investiga a fundo antes de fechar o diagnóstico.

TDAH é deficiência?

O TDAH é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, não uma deficiência intelectual. 

Isso significa que a pessoa tem inteligência preservada, mas apresenta dificuldades em áreas específicas, como atenção sustentada, memória de trabalho e controle de impulsos. 

Em alguns países, o TDAH é reconhecido como uma condição que pode gerar adaptações escolares ou no ambiente de trabalho, garantindo direitos de inclusão. Porém, não se trata de uma deficiência que limita o aprendizado ou a capacidade intelectual.

Quais adaptações são possíveis para pessoas com TDAH?

As adaptações variam de acordo com a necessidade. Na escola, podem incluir tempo extra em provas, uso de recursos tecnológicos e apoio pedagógico. 

No trabalho, ajustes como reuniões mais objetivas, clareza nas metas e possibilidade de pausas podem favorecer o desempenho. Essas medidas não oferecem vantagem, mas nivelam oportunidades.

Exemplos de inclusão em ambientes de estudo

Um estudante com TDAH pode receber orientação para usar fones de ouvido que reduzem ruídos durante provas ou ser avaliado por meio de trabalhos escritos em vez de avaliações exclusivamente orais. 

Um garoto em uma sala de aula, olhando para longe com uma expressão pensativa, com um desenho de nuvem e pontos de luz ao redor de sua cabeça, simbolizando a distração do TDAH.
Identificar o TDAH requer observação de sintomas como desorganização e esquecimento, seguida de avaliação profissional.

Como saber se tenho TDAH?

Identificar o TDAH exige observação atenta dos próprios comportamentos e a busca por avaliação profissional. Pessoas com TDAH frequentemente relatam dificuldades em organizar tarefas, esquecimentos constantes e sensação de estar sempre atrasadas. 

Ainda assim, não é raro que convivam com altos níveis de criatividade e energia em áreas de interesse. Por isso, é importante não se autodiagnosticar, mas procurar acompanhamento especializado.

Quais sinais podem indicar TDAH em adultos?

Em adultos, o TDAH pode se manifestar de formas diferentes da infância. Em vez de correrias e agitação física, surgem sintomas como inquietação mental, dificuldade em manter emprego e problemas em relacionamentos. 

Imagine uma pessoa que troca de atividade constantemente porque perde o interesse rapidamente. Esse padrão pode sinalizar a presença do transtorno.

  • Dificuldade em manter foco em tarefas longas.
  • Esquecimentos frequentes de compromissos.
  • Ansiedade diante de atrasos ou desorganização.
  • Impulsividade em decisões financeiras ou relacionamentos.

Quando buscar ajuda profissional?

A busca deve acontecer quando os sintomas começam a prejudicar de forma significativa a vida pessoal, profissional ou acadêmica. 

Se a dificuldade de concentração causa atrasos recorrentes no trabalho, ou se a impulsividade gera conflitos constantes nos relacionamentos, procurar um especialista é o caminho mais seguro.

Resumo desse artigo sobre déficit de atenção TDAH 

  • O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta atenção, impulsividade e hiperatividade.
  • O tratamento envolve medicação, terapia cognitivo-comportamental e ajustes de rotina.
  • O diagnóstico depende de avaliação clínica detalhada com uso de escalas e entrevistas.
  • O TDAH não é deficiência intelectual, mas pode necessitar de adaptações escolares e profissionais.
  • O autodiagnóstico não é recomendado; é fundamental buscar avaliação com profissional de saúde.
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