Conjuntivite em Crianças: Sinais, Sintomas e Cuidados Essenciais

Conjuntivite em criança: como identificar e a forma certa para cuidar

A conjuntivite em criança é um problema para os pais e responsáveis e requer tratamento. Porque, até mesmo estes têm chances de contrair a doença ao cuidar do pequeno. Então, veja algumas formas de prevenir que ocontágio se espalhe em casa. 

Como reconhecer a conjuntivite em criança

Essa é uma doença muito comum, por conta do fácil contágio que ela tem. Assim, ela pode vir de bactérias, vírus ou de algum caso de alergia. É a mesma que um adulto pode pegar, com os mesmos sintomas que são:

  • Irritação no local, como coceira e lacrimejar;
  • Secreção;
  • Pode sentir que tem areia nos olhos;
  • Inchaços;
  • Visão borrada.

Acima de tudo, é uma condição bem incômoda, principalmente, no caso dos bebês, que não conseguem expressar o que estão sentindo. Então, é comum só conseguir identificar quando já está em um nível mais avançado.

Formas de prevenção

Saber como evitar a conjuntivite em criança é ideal e o primeiro passo é mantê-la longe de pessoas com suspeita do caso. Porque, mesmo que o contato seja pouco, a doença é muito contagiosa. Em especial, em locais como a escola ou na casa de amigos. 

A higiene é muito importante, por isso, o melhor é que as mãos estejam sempre limpas. Sobretudo, não compartilhe nenhum item pessoal e explique à criança os motivos. Assim, mesmo que seja difícil, já pode ajudar a escapar do problema. 

Conjuntivite em criança
Foto: A conjuntivite em criança é muito incômoda e traz bastante coceira aos olhos.

Quais são os principais sintomas da conjuntivite em criança?

Os principais sinais de conjuntivite em criança aparecem como vermelhidão intensa na parte branca dos olhos, acompanhada de sensação de ardor e coceira persistente.

Além disso, costuma haver lacrimejamento excessivo, que pode se misturar a secreções esbranquiçadas ou amareladas. Em seguida, muitos pequenos relatam desconforto ao olhar para luzes fortes, o que dificulta atividades como assistir televisão ou brincar ao ar livre. 

Por fim, é comum que a pálpebra fique levemente inchada, tornando o olhar ainda mais sensível. Em resumo, é bom ficar atento e alguns sinais, como:

  • irritação e coceira contínua, que leva a criança a esfregar os olhos;
  • secreção pegajosa ao acordar, formando ‘remela’ nos cantos oculares;
  • sensibilidade à luz, causando desconforto em ambientes claros;
  • inchaço nas pálpebras, dando aspecto de olhos mais ‘fechados’.

Sinais oculares mais comuns

Logo no início, o olho doente fica vermelho, devido à inflamação da conjuntiva. Em seguida, aparece aquela sensação de “areia nos olhos”, que faz a criança esfregar com frequência. Além disso, a secreção pode se acumular nos cílios, gerando crostas ao longo do dia.

Sintomas gerais e sinais associados

Não é raro se que a criança fique mais irritadiça e lacrimejante. Por exemplo, pode chorar facilmente ao tentar abrir os olhos pela manhã, e relutar em atividades que exigem foco visual. Ademais, em casos alérgicos, surgem espirros e coriza junto com os demais sintomas.

O que causa conjuntivite em crianças?

A conjuntivite em crianças tem origem em vírus, bactérias ou reações alérgicas, cada causa gerando quadro clínico distinto. Inicialmente, a forma viral surge após contato com alguém infectado, especialmente em creches ou escolas. 

A conjuntivite bacteriana, embora menos frequente, pode evoluir de infecções respiratórias. Por fim, a conjuntivite alérgica aparece em ambientes com poeira, pólen ou pelos de animais, manifestando sintomas intermitentes.

Agentes virais e bacterianos

Logo ao ser exposta ao vírus, a criança fica com os olhos vermelhos e córneas sem secreção espessa. Em contraste, na infecção bacteriana, a secreção é abundante e amarelada, exigindo tratamento específico.

Conjuntivite alérgica e fatores de risco

Em ambientes com muitas partículas de pólen ou ácaros, o organismo reage liberando histamina, causando coceira intensa e lacrimejamento claro. Além disso, crianças asmáticas ou com histórico de rinite tendem a apresentar quadro mais prolongado.

Como diferenciar conjuntivite viral, bacteriana e alérgica?

Para diferenciar cada tipo de conjuntivite, basta ver a cor e quantidade da secreção, além de sintomas associados ao organismo. Enquanto na forma viral o corrimento é mais aquoso, a bactéria gera material espesso e aderido. 

Já a conjuntivite alérgica traz coceira predominante e costuma aparecer em ambos os olhos simultaneamente, sem febre.

Características de cada tipo

No viral, o quadro inicial lembra resfriado, com febre baixa e coriza. No bacteriano, há secreção espessa que seca nos cílios, e pode ocorrer inchaço maior. Na alérgica, a coceira é persistente, mas o corrimento tende a ser mais aquoso.

Exames e diagnóstico em cada caso

Quando há dúvida, o médico realiza exame com lâmpada de fenda para avaliar a conjuntiva e descartar outras condições. Ele também coleta amostra da secreção para cultura, assegurando tratamento adequado.

Como é feito o diagnóstico da conjuntivite em criança?

O diagnóstico da conjuntivite em criança baseia-se na observação clínica e no histórico apresentado pelos responsáveis. Logo na consulta, o pediatra ou oftalmologista examina o olho com luz adequada, identificando sinais de inflamação e secreção. 

Em seguida, o médico questiona sobre surtos em creches ou contato com pets, auxiliando na distinção entre causas. Caso o quadro persista, ou seja grave, solicita-se cultura da secreção para confirmar agente infeccioso.

Avaliação clínica pelo pediatra ou oftalmologista

Primeiro, avalia-se o grau de vermelhidão e inchaço, além de verificar a presença de secreção. Depois, testa-se a reação à luz, garantindo ausência de outras complicações oculares.

Exames complementares 

Em casos atípicos, pode-se realizar exame de coloração com fluoresceína, detectando ferimentos na córnea. A cultura da secreção é útil para escolher o antibiótico mais eficaz, evitando resistência bacteriana.

Pai carregando criança com rosto de choro e olhos levemente inchados, sugerindo conjuntivite infantil.
O tratamento da conjuntivite infantil depende da causa, podendo incluir colírios (antivirais, antibióticos ou antialérgicos), compressas frias ou anti-histamínicos.

Quais são as opções de tratamento para conjuntivite infantil?

O tratamento da conjuntivite infantil varia conforme a causa, alternando colírios, compressas e, em alguns casos, antibióticos. Após identificar o tipo, o médico prescreve colírios antivirais ou antibióticos, além de recomendar compressas frias para alívio da coceira. 

No quadro alérgico, costumam ser indicados anti-histamínicos orais ou colírios específicos. Mas, além de iniciar o tratamento, é preciso ter alguns cuidados essenciais:

  • higiene rigorosa das mãos antes e após contato com o olho;
  • troca diária de fronhas e toalhas usadas pela criança;
  • evitar coçar ou permitir que terceiros compartilhem objetos de uso pessoal;

Colírios e pomadas antibióticas

O uso correto de colírios antibióticos, conforme dose e frequência, previne agravamento bacteriano. É importante completar o ciclo, mesmo após melhora dos sintomas.

Cuidados caseiros e compressas

Compressas de água fria, aplicadas por 5 minutos, reduzem inchaço e aliviam coceira. Além disso, lavar o olho com soro fisiológico ajuda na remoção de secreções.

Quando levar a criança ao oftalmologista?

Levar a criança ao oftalmologista é fundamental se os sintomas persistirem além de cinco dias ou se aparecer dor intensa. 

Caso a secreção torne-se espessa e frequente, ou haja sensibilidade elevada à luz, procure avaliação urgente. Além disso, presença de febre alta ou alterações de visão exige atendimento imediato.

Sinais de urgência e complicações

Dor que piora ao piscar, visão turva ou manchas na visão indicam possível ceratite e devem ser investigados.

Orientações para primeiros socorros

Enquanto aguarda consulta, aplique compressas frias e evite que a criança coce o olho, usando luvas ou esparadrapo suave ao redor do pulso, se necessário.

Quais complicações podem surgir da conjuntivite não tratada?

A falta de tratamento adequado pode levar a complicações como ceratite, cicatrizes na córnea e até perda parcial da visão. Além disso, a infecção tende a se estender para estruturas próximas, causando celulite orbital. 

Riscos de ceratite e cicatrizes na córnea

Quando o agente infeccioso atinge a córnea, surgem ulcerações que, ao cicatrizarem, podem deixar manchas permanentes.

Infecções secundárias e recorrências

A contaminação por bactérias oportunistas ocorre quando há fissuras na pele das pálpebras, exigindo antibióticos mais fortes e acompanhamento médico rigoroso.

Quais as dicas de higiene ocular para evitar a conjuntivite?

Manter higiene ocular diária reduz drasticamente o risco de conjuntivite. Primeiro, use solução salina para lavar com cuidado as pálpebras, removendo resíduos. Depois, troque fronhas e toalhas com frequência, evitando acumular sujeira.

Limpeza diária dos olhos

Aplicar soro fisiológico com algodão ajuda a manter a área livre de germes e alérgenos.

Cuidados com objetos compartilhados

Ensine a criança a não dividir toalhas, lenços ou maquiagem, a fim de evitar a transferência de microrganismos.

Saiba como cuidar da conjuntivite em criança

Evitar locais fechados é uma ótima forma de impedir que o problema se espalhe. Acima de tudo, se possível, troque a fronha dos lençóis todos os dias até melhorar. Afinal, é muito comum esse mal atingir os dois olhos e o cuidado precisa ser dobrado.

Uma recomendação importante é levar o pequeno até um médico para avaliar. Isso porque, tem alguns remédios, como colírios para passar na região para diminuir a coceira. Por fim, o problema deve melhorar em alguns dias, em torno de uma semana até 15 dias.

Resumo desse artigo sobre conjuntivite em criança

  • Identificar sintomas como vermelhidão, coceira e secreção é essencial para o diagnóstico;
  • Causas variam entre vírus, bactérias e alergias, cada uma exigindo abordagem distinta;
  • Diferenciar tipos de conjuntivite permite tratamento correto e evita complicações;
  • Higiene rigorosa das mãos e limpeza de ambientes são as melhores formas de prevenção;
  • Buscar oftalmologista ao notar dor intensa, sensibilidade à luz ou secreção persistente.
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